site titdlo site titdlo
You are here: Home Saudação do Ministro de Estado das Relações Exteriores
homefale conoscomapa do site
coluna esquerda

coluna esquerda
Comitê Executivo
Comitê Honorário
coluna esquerda

coluna esquerda

coluna esquerda

coluna esquerda

coluna esquerda

coluna esquerda

coluna esquerda

coluna esquerda

Embaixada do Brasil em Tóquio

Consulado do Brasil em Tóquio

Consulado do Brasil em Nagóia

Brasil JP

Saudação do Ministro de Estado das Relações Exteriores

by administrador last modified 13-06-2007 17:47

O Brasil comemorará com grande alegria o centenário da imigração japonesa, em 2008.

Desde que desembarcaram do Kasato Maru no Porto de Santos, os imigrantes nipônicos integraram-se perfeitamente à sociedade brasileira, para cujo progresso e bem-estar têm prestado valiosa contribuição.

Hoje em sua quinta geração, seus descendentes são parte integrante do povo brasileiro, sem perder, entretanto, o sentimento de culto aos antepassados que distingue sua civilização milenar.

A exemplo do que ocorreu com outros povos estrangeiros, que para cá vieram compartilhar conosco seu destino, e fazer juntos nossa história, a presença japonesa no Brasil assumiu identidade própria.

Ao espírito criativo, empreendedor, alegre e harmonioso do brasileiro, uniu-se o sentido de disciplina, organização, minúcia e determinação do japonês.

Essa amálgama de valores constitui nosso traço diferenciador. Brasil e Japão estão unidos não apenas pelas identidades e complementaridades de seus sistemas políticos e econômicos, mas acima de tudo pela vertente humana, que constitui o principal patrimônio de nossa relação.

A decisão do Presidente Lula e do ex-Primeiro-Ministro Koizumi de celebrarem em 2008 o “Ano do Intercâmbio Brasil-Japão” assinalou o reconhecimento da necessidade de revitalizar e redimensionar as relações bilaterais, tanto em temas tradicionais da agenda, quanto em novos campos de atuação conjunta.

Para além das comemorações que, sem dúvida, espelham a importante vertente humana das relações bilaterais, 2008 simbolizará a retomada do dinamismo que prevaleceu nas relações bilaterais, na década de 1970. Os tempos são outros: mudou o mundo; mudamos nós. É hora, portanto, de atualizarmos a imagem que uns fazemos dos outros e explorarmos o potencial de novas formas de intercâmbio.     

Partindo da vertente humana, observo que, desde a década de 1980, inverteu-se o fluxo migratório que prevaleceu no passado. Hoje, a comunidade brasileira no Japão, que alcança 313 mil pessoas, é nossa terceira maior no exterior, e a terceira maior de estrangeiros no Japão. Esse fluxo ocorreu de forma espontânea, sem nenhuma medida oficial de estímulo de nossa parte. Em sua maioria, essa comunidade é formada por descendentes dos primeiros imigrantes, que buscam hoje melhores condições de vida na terra de seus ancestrais.          

Espero sinceramente que o simbolismo do centenário da imigração nos inspire a encontrar as soluções necessárias à adequada inserção da comunidade brasileira no Japão, a fim de que possa contar com oportunidades semelhantes àquelas que os imigrantes nipônicos encontraram no Brasil.

Os próximos cem anos nos oferecem também o momento histórico de legarmos às futuras gerações de brasileiros e japoneses um padrão de desenvolvimento sustentável, que priorize a utilização de recursos renováveis e permita, em conseqüência, conciliar a promoção do bem-estar de nossos povos com a preservação do meio-ambiente. 

A meta do desenvolvimento sustentável e tantas outras poderá ser mais facilmente atingida se intensificarmos nossa cooperação no campo da ciência e tecnologia, tanto em fontes alternativas de energia, quanto em bio-genética, tecnologia da informação, nanotecnologia e tecnologia espacial.

Vejo também com grande apreço os primeiros sinas de revitalização nas relações econômico-comerciais, evidenciados por mudanças expressivas na composição da pauta comercial bilateral e por oportunidades ampliadas de investimentos nos dois sentidos.

No plano internacional, Brasil e Japão ingressam no século XXI sob a égide de regimes democráticos, que valorizam o respeito aos direitos humanos; buscam criar condições eqüitativas de progresso e bem-estar para o conjunto de suas populações; empenham-se em criar um clima de confiança e cooperação em seus respectivos entornos regionais; e anseiam por um mundo mais justo, próspero e estável.

É, portanto, com muita satisfação e otimismo quanto ao futuro de nossas relações bilaterais, que o Ministério das Relações Exteriores assumiu e levará adiante a coordenação dos trabalhos da Comissão Organizadora do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Copyright - 2007 Todos os direitos reservados